domingo, 20 de junho de 2010

ORDENAÇÃO  PRESBITERAL

DO DIÁCONO RICARDO PINTO



 



Sexta-feira, 02 Julho 2010

ENTRONCAMENTO

21h30 VIGILIA DE ORAÇÃO

igreja de Nª Senhora de Fátima

 

 

Domingo, 04 Julho 2010

SANTARÉM

16h  ORDENAÇÃO PRESBITERAL

 

 

Sábado, 10 Julho 2010

ENTRONCAMENTO

18H30 MISSA NOVA

igreja da Sagrada Família

20h Jantar

inscrição obrigatória,

custo por pessoa 20€

 

 

Domingo, 11 Julho 2010

ALMOSTER

11h MISSA NOVA

12h30 Almoço convívio

na ARCFA

Inscrição obrigatória,

custo por pessoa 12€

 

http://www.diocese-santarem.pt/site/parameters/diocese-santarem//files/Image/Diac%20Rpin2.JPG

 

 

 

INSCRIÇÕES  até 04 Julho

NOS LOCAIS HABITUAIS

Ou

Email :

vítor_alcobia@hotmail.com

919 749 908

969 734 016


domingo, 13 de junho de 2010

ORDENAÇÃO  PRESBITERAL

DO DIÁCONO RICARDO PINTO



 



Sexta-feira, 02 Julho 2010

ENTRONCAMENTO

21h30 VIGILIA DE ORAÇÃO

igreja de Nª Senhora de Fátima

 

 

Domingo, 04 Julho 2010

SANTARÉM

16h  ORDENAÇÃO PRESBITERAL

 

 

Sábado, 10 Julho 2010

ENTRONCAMENTO

18H30 MISSA NOVA

igreja da Sagrada Família

20h Jantar

inscrição obrigatória,

custo por pessoa 20€

 

 

Domingo, 11 Julho 2010

ALMOSTER

11h MISSA NOVA

12h30 Almoço convívio

na ARCFA

Inscrição obrigatória,

custo por pessoa 12€

 

http://www.diocese-santarem.pt/site/parameters/diocese-santarem//files/Image/Diac%20Rpin2.JPG

 

 

 

INSCRIÇÕES  até 04 Julho

NOS LOCAIS HABITUAIS

Ou

Email :

vítor_alcobia@hotmail.com

919 749 908

969 734 016


segunda-feira, 17 de maio de 2010

VIAGEM APOSTÓLICA A PORTUGAL
NO 10º ANIVERSÁRIO DA BEATIFICAÇÃO
DE JACINTA E FRANCISCO, PASTORINHOS DE FÁTIMA
(11-14 DE MAIO DE 2010)
CERIMÓNIA DE DESPEDIDA
DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
Aeroporto Internacional de Porto
Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

Senhor Presidente da República,
Ilustres Autoridades,
Amados Irmãos no Episcopado
Queridos amigos,
No termo da minha visita, repassa no meu espírito a densidade de tantos momentos
vividos nesta peregrinação a Portugal. Levo guardada na alma a cordialidade do vosso
acolhimento afectuoso, a forma tão calorosa e espontânea como se cimentaram os laços
de comunhão com os grupos humanos com quem pude contactar, o empenhamento que
significou a preparação e a realização do programa pastoral planeado.
Neste momento da despedida, exprimo a todos a minha sincera gratidão: ao Senhor
Presidente da República, que me honrou com a sua presença desde que cheguei até aqui,
aos meus irmãos Bispos com quem renovei a profunda união no serviço do Reino de
Cristo, ao Governo e a todas as autoridades civis e militares, que se desdobraram em
visível dedicação ao longo de toda a viagem. Bem hajam! Os meios de comunicação
social permitiram-me chegar a muitas pessoas a quem não era possível contactar na
proximidade. Também lhes estou muito grato.
Para todos os portugueses, fiéis católicos ou não, aos homens e mulheres que aqui
vivem, mesmo sem aqui terem nascido, vai a minha saudação na hora da despedida.
Não cesse entre vós de crescer a concórdia, essencial para uma sólida coesão, caminho
necessário para enfrentar com responsabilidade comum os desafios com que vos
debateis. Continue esta gloriosa Nação a manifestar a grandeza de alma, profundo
sentido de Deus, abertura solidária, pautada por princípios e valores bebidos no
humanismo cristão. Em Fátima, rezei pelo mundo inteiro pedindo que o futuro traga
maior fraternidade e solidariedade, um maior respeito recíproco e uma renovada
confiança e confidência em Deus, nosso Pai que está nos céus.
Foi uma alegria para mim ser testemunha da fé e devoção da comunidade eclesial
portuguesa. Pude verificar a energia entusiasta das crianças e dos jovens, a adesão fiel
dos presbíteros, diáconos e religiosos, a dedicação pastoral dos bispos, a procura livre
da verdade e da beleza patente no mundo da cultura, a criatividade dos agentes de
pastoral social, a vibração da fé dos fiéis nas dioceses que visitei. O meu desejo é que a
minha visita se torne incentivo para um renovado impulso espiritual e apostólico. Que o
Evangelho seja acolhido na sua integridade e testemunhado com paixão por todos os
discípulos de Cristo, a fim de que se revele como fermento de autêntica renovação de
toda a sociedade!
Desça sobre Portugal e todos os seus filhos e filhas a minha Bênção Apostólica,
portadora de esperança, de paz e de coragem, que imploro de Deus pela intercessão de
Nossa Senhora de Fátima, a quem manifestais tanta confiança e firme amor.
Continuemos a caminhar na esperança! Adeus!


Dia 22 de Maio na Sé Catedral de Santarém Vigília de Pentecostes

No próximo sábado, às 21,30mn, na Sé Catedral de Santarém, sob a presidência do Bispo da Diocese, terá início a vigília de Pentecostes. Esta vigília é de âmbito diocesano e espera-se uma presença e participação dos Movimentos eclesiais presentes na Diocese.
A acção está marcada no programa pastoral mas houve atraso na sua confirmação. Assim peço-lhe que a divulgue nos meios que tiver ao seu alcance.

“Jesus Cristo, assim como Se uniu aos discípulos a caminho de Emaús, assim também caminha connosco segundo a sua promessa: «Estou sempre convosco, até ao fim dos tempos». Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, temos também nós uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro”. Papa Bento XVI, Homilia da missa de 11-05-2010 em Lisboa.


Aníbal Manuel Vieira

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Encontro no Centro Cultural de Sua Santidade o Papa Bento XVI

Visita apostólica de Sua Santidade Bento XVI a Portugal

12 de Maio de 2010

Encontro /Cultura – Centro Cultural de Belém

SAUDAÇÃO AO SANTO PADRE

Santidade

É com muito contentamento e grande expectativa que Vos recebemos em Portugal e agora participamos neste encontro com o “mundo da cultura”.  Mundo que Vos é tão grato e, para nós, tão inevitável e urgente.

Creio falar em nome de todos os que aqui estamos, ao dizer-Vos, Santo Padre, que compartilhamos a Vossa preocupação constante em não reduzir a consistência cultural das nossas análises e actuações, como cidadãos responsáveis, lúcidos e intervenientes nos diversos sectores da sociedade nacional e internacional.

Tem sido este o Vosso apelo, na sequência do que sempre fizestes, num fértil percurso académico e literário, em que certamente nos inspiramos e inscrevemos, para o presente e o futuro.

Assumimos inteiramente a urgência que Vossa Santidade nos inculca. Tanto mais quanto verificamos as dificuldades levantadas à reflexão e à ponderação – à cultura, propriamente dita – pela velocidade, para não dizer a vertigem, com que hoje nos podemos distrair, de tópico em tópico, sem definir nem aprofundar propriamente nada.

Nas Vossas três encíclicas e em muito outros pronunciamentos oportunos, tendes-nos oferecido, Santo Padre, uma reflexão substancial e sistemática sobre tudo quanto nos interpela, para podermos realizar, em geral e na singularidade das vidas, a humanidade que a todos nos une. Humanidade que Jesus Cristo compartilhou connosco, dando-lhe densidade e finalização absolutas.

Queremos dizer-Vos, Santo Padre, que, em Portugal, a Vossa intenção cultural também é entendida e bem aceite por muitas personalidades das letras, das ciências e das artes, ainda além das fronteiras da confessionalidade estrita. Exactamente por compreenderem a base humana e razoável que Vossa Santidade nunca dispensa, uma vez que, como Santo Agostinho, detecta em cada pessoa o sinal e a expectativa de Deus, o único que satisfaz a inteligência e pacifica os corações.

Assim mesmo manifesta Vossa Santidade a atitude cultural mais necessária e completa, pois tanto sublinha a base comum em que geralmente nos reconhecemos, como estimula todos os passos do caminho intelectual, sem dispensar a luz que a vida e a palavra de Jesus de Nazaré magnificamente nos trouxeram.

Estamos certos de que este encontro nos confirmará a todos em igual propósito, tão propriamente cultural. Muito obrigado, Santo Padre, pela vontade que tivestes de estar connosco. Muito obrigado, Santo Padre, pela clarividência que sempre nos ofereceis.


+ Manuel Clemente Bispo do Porto e Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais


Encontro com o mundo da Cultura Sua Santidade o Papa Bento XVI

ENCONTRO COM O MUNDO DA CULTURA

CENTRO CULTURAL DE BELÉM

12 MAIO 2010

DISCURSO DO SANTO PADRE

Venerados Irmãos no Episcopado, Distintas Autoridades, Ilustres Cultores do Pensamento, da Ciência e da Arte, Queridos amigos, Sinto grande alegria em ver aqui reunido o conjunto multiforme da cultura portuguesa, que vós tão dignamente representais: Mulheres e homens empenhados na pesquisa e edificação dos vários saberes. A todos testemunho a mais alta amizade e consideração, reconhecendo a importância do que fazem e do que são. Às prioridades nacionais do mundo da cultura, com benemérito incentivo das mesmas, pensa o Governo, aqui representado pela Senhora Ministra da Cultura, para quem vai a minha deferente e grata saudação. Obrigado a quantos tornaram possível este nosso encontro, nomeadamente à Comissão Episcopal da Cultura com o seu Presidente, Dom Manuel Clemente, a quem agradeço as expressões de cordial acolhimento e a apresentação da realidade polifónica da cultura portuguesa, aqui representada por alguns dos seus melhores protagonistas, de cujos sentimentos e expectativas se fez porta-voz o cineasta Manoel de Oliveira, de veneranda idade e carreira, a quem saúdo com admiração e afecto juntamente com vivo reconhecimento pelas palavras que me dirigiu, deixando transparecer ânsias e disposições da alma portuguesa no meio das turbulências da sociedade actual.

De facto, a cultura reflecte hoje uma «tensão», que por vezes toma formas de «conflito», entre o presente e a tradição. A dinâmica da sociedade absolutiza o presente, isolando-o do património cultural do passado e sem a intenção de delinear um futuro. Mas uma tal valorização do «presente» como fonte inspiradora do sentido da vida, individual e em sociedade, confronta-se com a forte tradição cultural do Povo Português, muito marcada pela milenária influência do cristianismo, com um sentido de responsabilidade global, afirmada na aventura dos Descobrimentos e no entusiasmo missionário, partilhando o dom da fé com outros povos. O ideal cristão da universalidade e da fraternidade inspiravam esta aventura comum, embora a influência do iluminismo e do laicismo se tivesse feito sentir também. A referida tradição originou aquilo a que podemos chamar uma «sabedoria», isto é, um sentido da vida e da história, de que fazia parte um universo ético e um «ideal» a cumprir por Portugal, que sempre procurou relacionar-se com o resto do mundo.

A Igreja aparece como a grande defensora de uma sã  e alta tradição, cujo rico contributo coloca ao serviço da sociedade; esta continua a respeitar e a apreciar o seu serviço ao bem comum, mas afasta-se da referida «sabedoria»  que faz parte do seu património. Este «conflito» entre a tradição e o presente exprime-se na crise da verdade, pois só esta pode orientar e traçar o rumo de uma existência realizada, como indivíduo e como povo. De facto, um povo, que deixa de saber qual é  a sua verdade, fica perdido nos labirintos do tempo e da história, sem valores claramente definidos, sem objectivos grandiosos claramente enunciados. Prezados amigos, há toda uma aprendizagem a fazer quanto à forma de a Igreja estar no mundo, levando a sociedade a perceber que, proclamando a verdade, é um serviço que a Igreja presta à  sociedade, abrindo horizontes novos de futuro, de grandeza e dignidade. Com efeito, a Igreja «tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo e contingência, a favor de uma sociedade à medida do ser humano, da sua dignidade, da sua vocação. […] A fidelidade à pessoa humana exige a fidelidade à verdade, a única que é garantia de liberdade (cf. Jo 8, 32) e da possibilidade dum desenvolvimento humano integral. É por isso que a Igreja a procura, anuncia incansavelmente e reconhece em todo o lado onde a mesma se apresente. Para a Igreja, esta missão ao serviço da verdade é irrenunciável» (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 9). Para uma sociedade composta na sua maioria por católicos e cuja cultura foi profundamente marcada pelo cristianismo, é dramático tentar encontrar a verdade sem ser em Jesus Cristo. Para nós, cristãos, a Verdade é divina; é o «Logos» eterno, que ganhou expressão humana em Jesus Cristo, que pôde afirmar com objectividade: «Eu sou a verdade» (Jo 14, 6). A convivência da Igreja, na sua adesão firme ao carácter perene da verdade, com o respeito por outras «verdades» ou com a verdade dos outros é uma aprendizagem que a própria Igreja está a fazer. Nesse respeito dialogante, podem abrir-se novas portas para a comunicação da verdade.

«A Igreja – escrevia o Papa Paulo VI – deve entrar em diálogo com o mundo em que vive. A Igreja faz-se palavra, a Igreja torna-se mensagem, a Igreja faz-se diálogo» (Enc. Ecclesiam suam, 67). De facto, o diálogo sem ambiguidades e respeitoso das partes nele envolvidas é hoje uma prioridade no mundo, à qual a Igreja não se subtrai. Disso mesmo dá testemunho a presença da Santa Sé em diversos organismos internacionais, nomeadamente no Centro Norte-Sul do Conselho da Europa instituído há 20 anos aqui em Lisboa, tendo como pedra angular o diálogo intercultural a fim de promover a cooperação entre a Europa, o Sul do Mediterrâneo e a África e construir uma cidadania mundial fundada sobre os direitos humanos e as responsabilidades dos cidadãos, independentemente da própria origem étnica e adesão política, e respeitadora das crenças religiosas. Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza.
Esta é uma hora que reclama o melhor das nossas forças, audácia profética, capacidade renovada de «novos mundos ao mundo ir mostrando», como diria o vosso Poeta nacional (Luís de Camões, Os Lusíades, II, 45). Vós, obreiros da cultura em todas as suas formas, fazedores do pensamento e da opinião, «tendes, graças ao vosso talento, a possibilidade de falar ao coração da humanidade, de tocar a sensibilidade individual e colectiva, de suscitar sonhos e esperanças, de ampliar os horizontes do conhecimento e do empenho humano. […] E não tenhais medo de vos confrontar com a fonte primeira e última da beleza, de dialogar com os crentes, com quem, como vós, se sente peregrino no mundo e na história rumo à Beleza infinita» (Discurso, no meu encontro com os Artistas, 21/XI/2009).
Foi para «pôr o mundo moderno em contacto com as energias vivificadoras e perenes do Evangelho» (João XXIII, Const. ap. Humanae salutis, 3) que se fez o Concílio Vaticano II, no qual a Igreja, a partir de uma renovada consciência da tradição católica, assume e discerne, transfigura e transcende as críticas que estão na base das forças que caracterizaram a modernidade, ou seja, a Reforma e o Iluminismo. Assim a Igreja acolhia e recriava por si mesma, o melhor das instâncias da modernidade, por um lado, superando-as e, por outro, evitando os seus erros e becos sem saída. O evento conciliar colocou as premissas de uma autêntica renovação católica e de uma nova civilização – a «civilização do amor» - como serviço evangélico ao homem e à sociedade. Caros amigos, a Igreja sente como sua missão prioritária, na cultura actual, manter desperta a busca da verdade e, consequentemente, de Deus; levar as pessoas a olharem para além das coisas penúltimas e porem-se à procura das últimas. Convido-vos a aprofundar o conhecimento de Deus tal como Ele Se revelou em Jesus Cristo para a nossa total realização. Fazei coisas belas, mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de beleza. Interceda por vós Santa Maria de Belém, venerada há séculos pelos navegadores do oceano e hoje pelos navegantes do Bem, da Verdade e da Beleza.


 

Ser Cristão é viver na certeza do Amor de Deus!

Diz –nos João em 3,16 que “Deus de tal modo amou o mundo que lhe entregou o seu filho único para que todo o que N’Ele crer (...) tenha a vida eterna”.

Vida eterna, vida em abundância, vida plena no Amor de Deus, deste Deus que é Pai, é Filho e é Espírito Santo, deste Amor imenso que derrama da Trindade sobre toda a humanidade, este Amor que vem numa chuva de bênçãos sobre todos nós, e para as receber só é necessário estar de coração escancarado para acolher este Deus Palavra , este Deus Comunhão, é mesmo só abrir a porta do coração!

Diz S. Paulo “...se não tiver Amor sou como o bronze que retine” 1 Cor.13 . Se não tiver Amor, sou vazia, não tenho nada, e corro o risco de ter uma grande lixeira! “... Tudo o que tinha antes eu considerei como lixo...” S. Paulo.

Só vivendo do Amor de Deus, posso viver e ser: esperança, confiança, rectidão, bondade, fraterna, pobre do Amor de Deus, deixando assim brilhar em mim a luz de Deus.

Só assim posso testemunhar Cristo Ressuscitado.

Viver da entrega diária ao meu Senhor!

Tentando em cada dia “que não seja eu que viva, mas Cristo que vive em mim ”      S. Paulo. Viver o Amor  e no Amor de Deus é configurar-me com ele, ser uma nova criatura, deixar “o homem velho”, o pecado e ser fermento da vida nova e em abundância, que Jesus trouxe a todos aqueles que crêem na renovação de um mundo novo, mais solidário, mais fraterno, mais justo... para que a humanidade seja renovada e viva a paz que Jesus anunciou e deu à humanidade, de modo especial na pessoa dos Apóstolos “dou-vos a minha paz!”

Quem vive o Amor de Deus serve o irmão, partilha, mas partilha tudo: o Amor, o tempo, os bens materiais... tudo o que é e tem. “A alegria está no dar, mais do que no receber”.

Viver na alegria do Amor de Deus!

 

 

Não existe vida sem Amor, nem Amor sem vida!

Sem Amor não lhe chamarei vida, chamar-lhe-ei talvez, “vale de enganos”.

Quando alguém se distrai com outros “Amores”, a vida verdadeira, aquela que se alimenta do Amor de Deus, quem está distraído, quando acorda já é tarde, a vida passou, e eles passaram por qualquer outra coisa, que não foi vida, pois esta passou-lhes ao lado! Quem se fecha no egoísmo ou em qualquer outro “ismo”, não viveu, nem amou, aconteceu-lhe como à couve repolho, apodreceu!

Porque meteu muita água!...

Sou cristã e lembro o princípio da fé que professo “”Crê em Deus Pai...e em Jesus Cristo seu único Filho, Nosso Senhor o qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo....

Pedras sempre nos hão-de atirar, porque a Cruz é própria da vida do Cristão, foi através d’ela que o mundo foi redimido.

O Cristão tem que crescer a partir de dentro, numa relação íntima com Deus (oração) e em  comunidade.

Acerca das confusões, lembra-me o disfarce da máscara. Há quem goste, de pôr máscara naquilo que não presta, para que passe de modo mais subtil, disfarçado!

O Amor de Deus de que nos fala tão bem S. Paulo 1 Cor 13, penso que desmascara qualquer confusão!

“ O Amor é paciente, é benigno, perdoa, não se ufana,...”

 

Construir a civilização do Amor.

Basta que cada um de nós, cada Cristão ponha em prática, lc.4, 18 – 19.

Somos Baptizados em Cristo, vivamos o nosso baptismo, sintamo-nos enviados, exercitemos os sacramentos da reconciliação, da comunhão, vivamos unidos a Cristo e tentemos que as nossas comunidades, imitem as primeiras citadas nos Actos dos Apóstolos “vejam como eles se amam!”

O Amor de Deus vivido por cada Cristão é o fermento necessário a este povo de Deus peregrino no mundo em busca da casa do pai!

 

 

 

                                                                                            Elisa Narciso de Andrade

 


terça-feira, 11 de maio de 2010

HOMILIA DO SANTO PADRE NA MISSA DO TERREIRO DO PAÇO
LISBOA, 11 DE MAIO DE 2010

Queridos Irmãos e Irmãs, Jovens
«Ide fazer discípulos de todas as nações, […] ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu
estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Estas palavras de Cristo ressuscitado
revestem-se de um significado particular nesta cidade de Lisboa, donde partiram em grande número
gerações e gerações de cristãos – bispos, sacerdotes, consagrados e leigos, homens e mulheres, jovens e
menos jovens –, obedecendo ao apelo do Senhor e armados simplesmente com esta certeza que lhes
deixou: «Eu estou sempre convosco». Glorioso é o lugar conquistado por Portugal entre as nações pelo
serviço prestado à dilatação da fé: nas cinco partes do mundo, há Igrejas locais que tiveram origem na
missionação portuguesa.
Nos tempos passados, a vossa saída em demanda de outros povos não impediu nem destruiu os
vínculos com o que éreis e acreditáveis, mas, com sabedoria cristã, pudestes transplantar experiências e
particularidades abrindo-vos ao contributo dos outros para serdes vós próprios, em aparente debilidade
que é força. Hoje, participando na edificação da Comunidade Europeia, levai o contributo da vossa
identidade cultural e religiosa. De facto, Jesus Cristo, assim como Se uniu aos discípulos a caminho de
Emaús, assim também caminha connosco segundo a sua promessa: «Estou sempre convosco, até ao fim
dos tempos». Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, temos também nós uma verdadeira e pessoal
experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado
oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio
vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre
nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro.
Presente na sua Palavra, na assembleia do Povo de Deus com os seus Pastores e, de modo eminente,
no sacramento do seu Corpo e do seu Sangue, Jesus está connosco aqui. Saúdo o Senhor Cardeal-Patriarca
de Lisboa, a quem agradeço as calorosas palavras que me dirigiu, no início da celebração, em nome da sua
comunidade que me acolhe e que abraço nos seus quase dois milhões de filhos e filhas; a todos vós aqui
presentes – amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio, prezadas mulheres e homens consagrados e
leigos comprometidos, queridas famílias e jovens, baptizados e catecúmenos – dirijo a minha saudação
fraterna e amiga, que estendo a quantos estão unidos connosco através da rádio e da televisão.
Sentidamente agradeço a presença do Senhor Presidente da República e demais Autoridades, com
menção particular do Presidente da Câmara de Lisboa que teve a amabilidade de honrar-me com a entrega
das chaves da cidade.
Lisboa amiga, porto e abrigo de tantas esperanças que te confiava quem partia e pretendia quem te
visitava, gostava hoje de usar as chaves que me entregas para alicerçar as tuas esperanças humanas na
Esperança divina. Na leitura há pouco proclamada da Epístola de São Pedro, ouvimos dizer: «Eu vou pôr
em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa. E quem nela acreditar não será confundido». E o
Apóstolo explica: «Aproximai-vos do Senhor. Ele é a pedra viva, rejeitada, é certo, pelos homens, mas aos
olhos de Deus escolhida e preciosa» (1 Pd 2, 6.4).
Irmãos e irmãs, quem acreditar em Jesus não será confundido: é Palavra de Deus, que não Se engana
nem pode enganar. Palavra confirmada por uma «multidão que ninguém pode contar e provém de todas as
nações, tribos, povos e línguas», e que o autor do Apocalipse viu vestida de «túnicas brancas e com
palmas na mão» (Ap 7, 9). Nesta multidão incontável, não estão apenas os Santos Veríssimo, Máxima e
Júlia, aqui martirizados na perseguição de Diocleciano, ou São Vicente, diácono e mártir, padroeiro
principal do Patriarcado; Santo António e São João de Brito que daqui partiram para semear a boa
semente de Deus noutras terras e gentes, ou São Nuno de Santa Maria que, há pouco mais de um ano,
inscrevi no livro dos Santos. Mas é formada pelos «servos do nosso Deus» de todos os tempos e lugares,
em cuja fronte foi traçado o sinal da cruz com «o sinete de marcar do Deus vivo» (Ap 7, 2): o Espírito
Santo. Trata-se do rito inicial cumprido sobre cada um de nós no sacramento do Baptismo, pelo qual a
Igreja dá à luz os «santos».
Sabemos que não lhe faltam filhos insubmissos e até rebeldes, mas é nos Santos que a Igreja
reconhece os seus traços característicos e, precisamente neles, saboreia a sua alegria mais profunda.
Irmana-os, a todos, a vontade de encarnar na sua existência o Evangelho, sob o impulso do eterno
animador do Povo de Deus que é o Espírito Santo. Fixando os seus Santos, esta Igreja local concluiu
justamente que a prioridade pastoral hoje é fazer de cada mulher e homem cristão uma presença irradiante
da perspectiva evangélica no meio do mundo, na família, na cultura, na economia, na política. Muitas
vezes preocupamo-nos afanosamente com as consequências sociais, culturais e políticas da fé, dando por
suposto que a fé existe, o que é cada vez menos realista. Colocou-se uma confiança talvez excessiva nas
estruturas e nos programas eclesiais, na distribuição de poderes e funções; mas que acontece se o sal se
tornar insípido?
Para isso é preciso voltar a anunciar com vigor e alegria o acontecimento da morte e ressurreição de
Cristo, coração do cristianismo, fulcro e sustentáculo da nossa fé, alavanca poderosa das nossas certezas,
vento impetuoso que varre qualquer medo e indecisão, qualquer dúvida e cálculo humano. A ressurreição
de Cristo assegura-nos que nenhuma força adversa poderá jamais destruir a Igreja. Portanto a nossa fé tem
fundamento, mas é preciso que esta fé se torne vida em cada um de nós. Assim há um vasto esforço
capilar a fazer para que cada cristão se transforme em testemunha capaz de dar conta a todos e sempre da
esperança que o anima (cf. 1 Pd 3, 15): só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada
coração humano e responder às suas questões mais inquietantes acerca do sofrimento, da injustiça e do
mal, sobre a morte e a vida do Além.
Queridos Irmãos e jovens amigos, Cristo está sempre connosco e caminha sempre com a sua Igreja,
acompanha-a e guarda-a, como Ele nos disse: «Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28,
20). Nunca duvideis da sua presença! Procurai sempre o Senhor Jesus, crescei na amizade com Ele,
comungai-O. Aprendei a ouvir e a conhecer a sua palavra e também a reconhecê-Lo nos pobres. Vivei a
vossa vida com alegria e entusiasmo, certos da sua presença e da sua amizade gratuita, generosa, fiel até à
morte de cruz. Testemunhai a alegria desta sua presença forte e suave a todos, a começar pelos da vossa
idade. Dizei-lhes que é belo ser amigo de Jesus e que vale a pena segui-Lo. Com o vosso entusiasmo,
mostrai que, entre tantos modos de viver que hoje o mundo parece oferecer-nos – todos aparentemente do
mesmo nível –, só seguindo Jesus é que se encontra o verdadeiro sentido da vida e, consequentemente, a
alegria verdadeira e duradoura.
Buscai diariamente a protecção de Maria, a Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade. Ela, a Toda
Santa, ajudar-vos-á a ser fiéis discípulos do seu Filho Jesus Cristo.


SAUDAÇÃO A NOSSA SENHORA

Saudação a Nossa Senhora do senhor Bispo de Santarém, D. Manuel Pelino Domingues na capelinha das aparições, no início da Peregrinação diocesana de Santarém ao Santuário de Fátima a 9 de Maio de 2010:

 

Nós vos louvamos Nossa Mãs do céu, porque acreditastes na mensagem de Deus, transmitida pelo anjo, e vos disponibilizastes para servir o desígnio do Altíssimo. Assim vos tornastes medianeira de salvação para todos nós.

Nós vos agradecemos a visita que santificou este lugar com a vossa presença e o tornou propício para escutarmos a vossa mensagem. Viemos hoje, como membros da diocese de Santarém, em peregrinação ao vosso santuário de Fátima, para nos encomendarmos à vossa protecção e solicitude materna. Nestes tempos difíceis para a fé, queremos aprender convosco a cultivar uma fé sólida, esclarecida, traduzida na união fraterna e no serviço ao reino de Deus.

Ensinai-nos a escutar a Palavra de Deus, alicerce seguro da fé, e a guardá-la no coração para que nos converta ao evangelho, nos fortaleça na esperança e enriqueça a nossa exitência com o amor. Despertai-nos para uma comunhão eclesial mais forte e uma participação mais empenhada na missão da Igreja.

Intercedei por nós Mãe bendita, protegei esta comunidade diocesana, dai esperança aos idosos, fortalecei o amor e a união das famílias, guai os nosos jovens no caminho da vida, ajudai as nossas crianças a crescer em idade, em sabedoria e em graça.

Neste ano sacerdotal, nós vos pedimos que intercedais pelos nossos sacerdotes para que exerçam com sabedoria e zelo o ministério ordenado conformando-se cada vez mais à imagem do vosso Filho. Pedi connosco ao Senhor da Messe que desperte vocações sacerdotais para esta porção do povo de Deus de modo que não faltem pastores às nossas comunidades.

Vós que sois a estrela da manhã, guiai-nos no caminho de Jesus, fazei brilhar sobre nós a luz do Senhor Ressuscitado que ilumine os nossos corações e irradie à nossa volta para que o testemnho da a nossa fé brilhe diante dos homens.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

PEREGRINAÇÃO DIOCESANA



  1. Peregrinos para a cidade de Deus


“Que alegria quando me disseram vamos para a casa do Senhor”!
É a alegria e o fortalecimento da fé que vimos procurar na peregrinação
ao santuário de Fátima. Neste lugar santo evocamos a visita de Nos
sa
Senhora, revivemos a sua mensagem, ouvimos mais atentamente o seu apelo
à conversão ao evangelho como caminho para purificar e renovar a Igreja.
O santuário tornou-se um lugar privilegiado da presença de Deus onde
a força da graça divina nos envolve profundamente, nos convida à
beleza da vida nova em Cristo e nos orienta na construção de um mundo
novo. A luz e o amor de Deus que a Virgem Nossa Senhora prometeu, através
dos pastorinhos, são oferecidos a todos nós peregrinos para renovar
a nossa vida cristã nestes tempos difíceis para fé.


Saúdo todos os fiéis peregrinos, membros do povo santo de Deus na
riqueza dos ministérios e carismas, de comunidades e movimentos, os
bispos participantes no ministério apostólico, os presbíteros colaboradores
na mesma mis
são, os diáconos servidores do evangelho, os religiosos
(as), os seminaristas, os leigos, todos irmãos e irmãs em Jesus Cristo.
Congregados à volta do Senhor com a protecção da Mãe do Céu, somos
uma manifestação da Igreja, cidade santa, Jerusalém celeste como
referia a segunda leitura colhida do Apocalipse. Apesar de empobrecida
pelas nossas faltas, a Igreja é adornada com os dons de Deus que a
tornam bela e resplandecente. Alicerçada no sólido fundamento dos
doze apóstolos, continua a missão de Jesus de reunir todos os povos
numa fraternidade universal, significada pelas três portas em cada
um dos pontos cardeais.


Ser cristão é pôr-se a caminho para a cidade santa cujo
arquitecto e construtor é Deus, como afirma a Carta aos Hebreus,
é cultivar a esperança d
o novo céu e da nova terra onde
habita a paz e a justiça, é procurar a novidade constante de Deus.
A nossa condição de discípulos é a condição de peregrinos: habitamos
no mundo mas não somos do mundo, aspiramos às realidades do alto,
procuramos os valores espirituais do mundo novo inaugurado pela ressurreição
de Cristo, a civilização do amor, da verdade e da santidade. Esse
é o significado e o fruto da peregrinação. Desinstala-nos da segurança
e das comodidades, rompe o nosso individualismo, quebra a monotonia
e incentiva-nos a reanimar a fé, a reacender o entusiasmo, a crescer
como povo santo chamado das trevas à luz admirável de Deus.


2. Brilhe a vossa
Luz


Somos hoje tentados
pelo comodismo, pela indolência na prática da fé, pelo desinteresse
das realidades espirituais. Como afirmou o cardeal Ratzinger, antes
de ser nomeado Papa, “a maior heresia dos tempos actuais é o cansaço da fé, o desgaste
com que muitos cristãos vivem a sua relação com Cristo; aquilo que
deveria ser motivo de alegria contagiante tornou-se baço”
.
Sem alegria e sem entusiasmo o cristianismo torna-se um formalismo vazio,
um ritualismo sem vida. Peçamos ao Senhor por intercessão de Maria
que o exercício da peregrinação nos anime a progredir no caminho
do evangelho. Aprendamos com Nossa Senhora a escutar e a guardar a palavra
de Jesus, a dispor o coração para acolher o Espírito Santo, a servir
o desígnio de Deus: “Quem me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará. Nós viremos
a ele e faremos nele a nossa morada” (Jo 14, 23).
Esforcemo-nos
por crescer na formação cristã através do contacto mais assíduo
e da prática mais fiel da Palavra do Senhor que nos ilumina e configura
à sua imagem. Não podemos ser discípulos sem disciplina séria no
seguimento de Jesus Cristo. Se Cristo habita em nós e determina o nosso
estilo de vida, então a sua glória resplandece em nós e, através
do nosso testemunho, irradia para o mundo: “Brilhe a vossa luz”.


3. Promessa do Espírito Santo


Tão elevada missão parece estar acima das nossas possibilidades
humanas. Acr
editamos que Cristo habita em nós mas, na realidade,
continuamos expostos às nossas dúvidas e fraquezas, sujeitos aos nossos
impulsos egoístas, incapazes de compreender e seguir o caminho da santidade.
Jesus tranquiliza-nos, como ouvimos no evangelho: “Não se perturbe nem se intimide o vosso coração: O Espírito
Santo que o Pai enviará em meu nome vos ensinará todas as coisas e
vos recordará tudo o que Eu vos disse”
. O Espírito Santo
não resolve todos os nossos problemas mas comunica-nos o que é necessário
para vencer o mal e seguir o caminho da verdade.


Neste tempo pascal,
ao aprofundarmos a vida nova que o Senhor Ressuscitado nos chama a viver,
somos também confortados com a promessa da força do Espírito Santo
que derrama em nossos corações o amor e faz de nós novas criaturas: class="Standard__Char">“Aquele que ressuscitou
Jesus de entre os mortos dará nova vida aos vossos corpos mortais pelo
Seu Espírito que habita em vós”. (Rm 8, 10-11).;
é o mandamento
novo do amor que faz de nós homens novos; é o amor que salva o mundo
do mal, do ódio, da violência, da cegueira. Se escutarmos a voz do
Espírito Santo, que ressoa nas Sagradas Escrituras, Ele será o nosso
Guia interior no caminho para a verdade, para o amor e para a sabedoria.


O trecho do livro
dos Actos, que ouvimos na primeira leitura, mostra-nos a acção do
Espírito Santo que guia os apóstolos na missão da Igreja e, através
deles, garante a comunhão eclesial que integra as diferenças legítimas
na unidade e derruba os muros que dividem ou os particularismos que
isolam. “O Espírito Santo e nós decidimos”, afirmava São Tiago
para fundamentar a orientação de abrir a porta da fé cristã aos
gentios. Face aos desentendimentos que surgem nas comunidades cristãs,
não só nas primitivas mas em todas as épocas, e ameaçam a unidade,
os apóstolos e os seus sucessores têm a missão de discernir os caminhos
do Espírito Santo e garantir a comunhão eclesial, condição indispensável
para a difusão do evangelho no mundo. Peçamos ao Espírito Santo que
nos ajude a promover uma maior união e integração no único Corpo
de Cristo que cresce com a colaboração conjugada de todas as suas
células (cf Ef 4,16).


Realizamos a nossa
peregrinação nas vésperas da visita do Santo Padre Bento XVI que
coincide com o centenário do nascimento da beata Jacinta e com os dez
anos da beatificação dos pastorinhos. A pequena Jacinta é um exemplo
admirável de dedicação à Igreja e veneração ao Santo Padre. Mostra-nos,
de forma encantadora, a alegria de dar e colaborar. Bento XVI vem como
continuador do Apóstolo Pedro confirmar-nos na fé, nestes tempos de
descrença e relativismo, e incentivar-nos à missão de levar a luz
do amor e da esperança ao mundo. Saibamos acolhê-lo com alegria e
atenção. Que a visita do sucessor de Pedro e a memória da beata Jacinta
sejam um incentivo a seguir o exemplo da Virgem de Nazaré, estrela
da esperança no seguimento de Cristo luz do mundo.


Fátima, 9 de Maio
de 2010.


+ Manuel Pelino Domingues,
Bispo de Santarém













quinta-feira, 6 de maio de 2010

Actividade CIJ

venho lembrar o nosso ensaio no próximo sábado, dia 8. Aproveito para lembrar os convites que nos foram feitos para o dia 5 de Junho, casamento de manhã, e participação na missa dedicada às crianças com o Sr. Bispo. Peço que nos dêem uma resposta concreta, para que possamos organizar. É mesmo muito importante.
Aproveito para pedir aos coralistas mais velhos que não faltem a este ensaio, para que nos possamos reunir e conversar sobre como começar a implementar determinadas decisões na vida prática do coro. Não gostaríamos de o fazer sem a vossa presença.

Mais uma vez peço que NÃO DEIXEM DE RESPONDER E AVISAR QUANDO ALGO IMPEDIR DE VIREM AO ENSAIO.

Com amizade,

Ana Margarida e Marta

Via da Luz Vale de Santarém

sábado, 1 de maio de 2010


 Conselho Pastoral Vicarial


(Santarém-Sul)


 


30
de Abril de 2010


 


Na sequência deste documento class="normal____char__Char">(instrumento de trabalho) venho convocar os membros do Conselho
Pastoral Vicarial para reunir no dia 10 de Maio (segunda feira) de 2010, pelas
21h15 no Centro Pastoral do Cartaxo.


Os nossos  representantes
no conselho Pastoral Diocesano terão reunião dia 29 de Maio e precisam
de levar os resultados deste trabalho. Peço que reflictam desde já
sobre este documento para ser mais frutuoso o resultado do  encontro
no próximo dia 10.


Agradeço o esforço e aguardo
a vossa presença.


 


Padre
Vítor


(Vigário
adjunto)



 


INSTRUMENTO DE TRABALHO


PARA O CONSELHO PASTORAL DIOCESANO




A Beleza do Amor que Salva que pode ser consultado no lado esquerdo do Blogue.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

CIJ Actividades para próximo dia 1 de Maio

Coralistas e Pais:

Em conjunto aceitámos cantar num casamento sem missa no próximo sábado, dia 1 de Maio.
Rectifico a hora: 11h o inicio do casamento. Encontro na Igreja às 10h15. Devem levar a túnica e calça azul.

De tarde, teremos ensaio (17H) e Crisma (19H) dos nossos colegas coralistas, Ana Raquel, Maria Antónia e Rodrigo.
É imprescindível a presença de todos!

Peço, por favor, que respondam ao meu e-mail a confirmar ou não a vossa presença em ambas as actividades.
Não tenho obtido respostas da maioria!

Fico a aguardar
Marta Cruz


 





INSTRUMENTO DE TRABALHO PARA O CONSELHO PASTORAL DIOCESANO


29 DE MAIO DE 2010


CRISTO, A BELEZA DO AMOR
QUE SALVA


 “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos
anjos, se não tiver amor sou como bronze que ressoa” (1 Cor 13,1)


1.Opção fundamental do cristão class="Normal__Char">. Jesus Cristo é como
o sol nascente que dissipa as trevas do mal. A sua luz ilumina o mistério
de Deus e o mistério do homem, orienta-nos no caminho da vida, abre-nos
à esperança e à confiança no futuro. No ano pastoral de 2009 2010
aprofundámos o testemunho da fé dos cristãos, chamados a ser luz
do mundo, referências da rectidão, da bondade e da fraternidade.


Para o ano de 2010 2011 vamos continuar a aprofundar o significado
e os efeitos da fé em Jesus Cristo para a vivermos com alegria e a
testemunharmos com credibilidade. A grande novidade de Cristo, manifestada
na sua entrega por nós e na sua Ressurreição, é o testemunho do
amor que salva. Aquele que acredita e vive em Cristo aprende a amar
e a perdoar, a servir e a dar a vida. O amor que Cristo nos consagrou
é mais forte do que o mal. Por isso, quem tem fé vence o mundo, torna-se
nova criatura e fermento de um mundo novo. Num ambiente de grande relativismo
moral e de forte egoísmo, de confusão e de deformação acerca do
significado da fé e da missão da Igreja, precisamos de estar seguros
acerca da identidade do cristianismo e do contributo que somos chamados
a prestar para renovar (salvar) o mundo.
Como o apóstolo
Paulo, o cristão, nas várias circunstâncias da vida, é testemunha
do amor de Cristo por todos.


“Nós cremos no amor que
Deus nos tem”- deste modo pode o cristão exprimir a opção fundamental
da sua vida
(Bento XVI, Deus Caritas Est, Deus é amor (DCE),
1).
Ser
cristão é viver a convicção de que Deus nos ama.

São João esclarece-nos o acontecimento fundamental em que vemos o
grande amor que Deus nos tem.
“Deus de tal modo amou o mundo que Lhe entregou
o Seu Filho único para que todo o que n’ Ele crer (…)tenha a vida
eterna” (Jo 3,16).


 Praticar a fé cristã é esforçar-se por amar e por servir:
Deus é amor e quem permanece no amor permanece em Deus….” Este
é o centro da fé, a imagem de Deus e a consequente imagem do homem
e do seu caminho” (DCE 1)
Testemunhar a luz da fé, falar de
Deus é testemunhar o amor.


Este é o testemunho mais fiel, mais eloquente e mais credível da
fé no mundo agnóstico e com suspeitas sobre o cristianismo. Todos
anseiam pelo amor verdadeiro e pela beleza perfeita. Onde poderemos
encontrá-los? Dostoievsky, na sua sensibilidade profunda, disse-o em
palavras simples:
“Cristo é a única beleza que salva o mundo”.


 


2. Falta amor à vida class="Normal__Char">. Sem amor ninguém
pode viver. O que o mundo mais precisa é de quem ame. Um hino litúrgico
da quaresma, ao referir várias manifestações da “
fúria do pecado sobre a terra”, conclui
com a mais gritante e o resumo de todas as outras
: “ o amor faltando à vida”. Reina,
de facto, um egoísmo cego que fecha as pessoas na consideração exclusiva
e feroz do seu bem individual; a comunicação social tende a fazer
do mal um espectáculo a que as pessoas assistem passivamente; fazem-se
acusações e atiraram-se pedras de forma leviana e, muitas vezes, injusta;
a informação manipula a verdade; as notícias destacam os escândalos
e o que há de pior na humanidade; banaliza-se o mal e perde-se o sentido
de pecado. Há um empobrecimento humano, um vazio, um desencanto sobre
o progresso moral.


Vede que amor tão grande o Pai
nos concedeu, a ponto de nos podermos chamar filhos de Deus; e, realmente,
o somos! É por isso que o mundo não nos conhece, uma vez que o não
conheceu a Ele.” (1 Jo 3,1).
De facto, quem não conhece Deus não compreende
esta identidade profunda do cristão.
Acerca do cristianismo e da Igreja, apresentam-se frequentemente caricaturas,
deturpações e generalizações negativas. Vem ao de cima o anticlericalismo
e o anti-cristianismo que apenas realçam e avolumam as faltas dos crentes
e repetem sempre os mesmos argumentos. São como os acusadores da mulher
adúltera, referidos no evangelho, com pedras na mão à espera de um
“bode expiatório”. Num ambiente de relativismo moral e de dependência
do politicamente correcto, notamos como a Igreja incomoda pela sua liberdade
e pela defesa firme dos valores humanos do evangelho que são fundamentais
à civilização e ao futuro da humanidade, como o matrimónio estável
entre homem e mulher, o respeito pela vida humana desde o seu início
até ao fim, a verdade, a justiça, a igualdade e a fraternidade.


Se prestarmos atenção à realidade e não nos deixarmos guiar pelo
sensacionalismo da comunicação social, descobrimos também, na Igreja
e na sociedade, muitos gestos admiráveis de amor verdadeiro, muitas
vidas entregues sacrificadamente ao serviço do próximo, muita gente
que se esforça por ser fiel, por vencer o egoísmo, por levar uma vida
digna e recta: sacerdotes entregues totalmente à sua missão; leigos
generosos dedicados às actividades pastorais; muita gente com sentido
de serviço; muitos voluntários que colaboram gratuitamente em actividades
sociais e culturais; famílias unidas no amor; profissionais competentes
e honestos; gente boa com gosto de ajudar e em quem podemos confiar.
As pessoas que vivem com rectidão são as verdadeiras estrelas da humanidade
pois ensinam a bondade, o serviço aos outros, a responsabilidade pelo
bem comum. São luzes de esperança que nos ajudam a acreditar em Deus
e a acreditar na bondade que há no coração humano. São importantes
para compreendermos e acreditarmos em Deus e no homem.


Todos somos chamados e todos podemos colaborar no testemunho do amor,
na construção da justiça, da reconciliação e da fraternidade. Testemunhar
o amor é cultivar a alegria e semeá-la. Como disse o Senhor, há mais
alegria em dar do que em receber.


 


Questões para diálogo:


Em que nota que o amor falta
à vida? Vê oportunidade nesta proposta pastoral para o próximo
ano? Porquê? Que experiências e gestos significativos de amor verdadeiro
verifica no seu ambiente?


 


3. Construir a civilização do amor


O amor que Jesus testemunhou liberta das alienações, promove a dignidade,
confere graça e encanto à vida. Deste modo, apresenta Ele, na sua
aldeia de Nazaré, a missão que vem realizar: “
O Espírito do Senhor está sobre mim, porque
me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres, enviou-me a proclamar
a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista, a
mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar o ano da graça do Senhor”
(Lc 4, 18-19).


A missão da Igreja tem como origem e modelo a missão que Jesus recebeu
do Pai e, como garantia de eficácia, o dom do Espírito Santo que infunde
nos nossos corações o amor e a alegria:
“Como o Pai Me enviou também eu vos envio a
vós (…) Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão
perdoados” (Jo 20, 21-22).
O amor mostra-se no perdão, cura
as feridas da vida, recria o homem. O amor é mais forte do que a capacidade
de destruição humana. Como diz a Sagrada Escritura, o amor é mais
forte do que a morte.


O que é amar? “O termo amor tornou-se hoje uma das palavras
mais usadas e mesmo abusadas, à qual associamos significados completamente
diferentes” (DCE 2).
Entendemos o amor segundo a concepção
bíblica, manifestado de forma plena na entrega de Cristo por nós.
São Paulo apresenta-nos, no hino da caridade da Carta aos Coríntios,
a originalidade do amor cristão que o Espírito Santo infunde nos discípulos
de Cristo. (1Cor 13). O amor é o maior dom que devemos procurar, pedir
e cultivar. Contudo, esclarece São Paulo, o amor cristão não é possessivo,
não se preocupa só com o bem individual, não chama a atenção para
si próprio, mas esquece-se de si mesmo para servir com paciência,
bondade e humildade.


Questões para diálogo:


Que confusões verifica sobre
o amor? Como caracteriza a originalidade do amor cristão (ler 1 Cor
13, 1-8)? Que contributo somos chamados a dar para renovar o mundo?


 


4. O amor segredo da comunhão
eclesial.


Nascida do amor do Pai, da entrega de Jesus o Filho e da acção do
Espírito Santo, a Igreja apresenta-se desde as origens como uma comunidade
exemplar, unida no amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Os primeiros
crentes viviam como se tivessem um só coração e uma só alma. Este
testemunho conduzia ao aumento dos que entravam no caminho da salvação
(Cf Act 2, 42-47).


Questões class="Normal__Char"> para diálogo:


Como vencer o individualismo
e as divisões que empobrecem a vida e o testemunho cristão? Como crescer
na comunhão eclesial? (A nível dos grupos face à comunidade; das
capelas em relação à paróquia; das paróquias em relação à vigararia
e à diocese; dos crentes em relação ao Corpo eclesial). Que passos
podemos dar para progredir na pastoral de conjunto (na partilha de responsabilidades
e de recursos pastorais)?


 


5.Formação cristã, aprender
a amar


Uma das deficiências do nosso cristianismo tradicional é a ignorância.
Os nossos fiéis em geral não estão preparados para dar razões da
fé perante um mundo hostil à Igreja. Experimentam grandes dificuldades
em transmitir a fé aos filhos. A catequese de infância e adolescência
parece não dar frutos convincentes. Precisamos de encontrar um novo
paradigma de formação de adultos, jovens e crianças.


O objectivo da formação é manifestar em nós a imagem de Cristo: class="Normal__Char">“Deus
predestinou-nos para sermos conformes à imagem de Seu Filho” (Rm
8, 29).
Jesus é Aquele que se entregou por nós, Aquele que
nos ama. Revestir a sua imagem é aprender a amar como Ele ama. Deste
modo, o objectivo de fundo de toda a formação cristã é aprender
a amar no amor de Cristo.


A formação cristã consiste, portanto, em aprender a ser discípulo
de Cristo, a escutar a sua palavra, a seguir o seu caminho. Não se
alcança apenas com a aquisição de conhecimentos mas com a exercitação
da prática do evangelho. Ou seja, deve orientar-se pela pedagogia catecumenal
e não pela pedagogia escolar (Cf “Celebrar os sacramentos na fé
da Igreja, cap III).


Questões para diálogo:


Como caracteriza a formação
na perspectiva catecumenal? Que meios temos ao nosso alcance para apoiar
a formação permanente? Quais os frutos da “lectio divina”? Como
escolher e preparar animadores leigos para a formação cristã?













Peregrinação Diocesana a Fátima

domingo, 18 de abril de 2010

Reunião Leitores 08 de Novembro de 2014

Venho convocar os leitores para uma reunião no sábado pelas 17 horas, na Sala de São Paulo.


Agenda:

-
-orientações quanto à coordenação do serviço dos leitores
-esclarecimentos adicionais que forem necessários.


Sr. Padre Arlindo Miguel.

CIJ Coro Infantil e Juvenil actividades

Queridos Amigos Coralistas:

Retomamos as nossas actividades no próximo sábado, 17 de Abril, à hora habitual, 17h.
Não participaremos na missa deste domingo, que ficará sob a cargo do Coral de Adultos.
Assim, as nossas próximas actividades são:

Sábado 17 Abril - Ensaio - 17h
Sábado 24 Abril - Ensaio - 17h
Domingo 25 Abril - Missa - 11h20
Sábado 1 Maio - Casamento - 10h30 - Levar roupa azul do coro
- Ensaio e Missa, com o Crisma dos nossos colegas do CIJ - 17h ( levar lanche)

Temos mais algumas datas para propor:
Fomos contactados para cantar em 3 casamentos todos de manhã, dias
15 de Maio - Pontével
5 de Junho
3 de Julho

Para isso, pedimos aos pais que exprimam a sua opinião sobre a disponibilidade dos filhos,
para sabermos se podemos aceitar ou não, e organizar um transporte o mais adequado possível.

Até Sábado!
Ana Margarida e Marta

quarta-feira, 31 de março de 2010

Quinta-feira Santa

 

 

ENTRADA

Toda a nossa glória está na cruz,

De Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Recebemos do Senhor um mandamento novo.

Amemo-nos uns aos outros como Ele nos amou.(bis)

SALMO

O Cálice de Benção é comunhão do Sangue de Cristo.

APRESENTAÇÃO DE DONS

Onde há caridade verdadeira;

Aí habita Deus.

COMUNHÃO

O Corpo de Jesus é alimento,

o Seu Sangue bebida verdadeira,

Viverá para sempre o homem novo,

Que tomar deste pão e deste vinho. (bis)

 

Felizes os convidados para a Ceia do Senhor.(bis)

 

Ó verdadeiro corpo do Senhor,

nascido para nós da Virgem Mãe,

Penhor da eterna glória prometida!

Ó verdadeiro corpo do Senhor!

 

Celebremos o Mistério Da Divina Eucaristia,

Corpo e Sangue de Jesus.

O Mistério de Deus vivo, tão real no seu altar

Como outrora sobre a cruz.

 

 


Sexta-feira Santa

 

 

 

SALMO

Pai, nas vossas mãos entrego o meu espírito.

 

Eis o madeiro da Cruz,

No qual esteve suspenso o salvador do mundo.

Vinde adoremos.

 

Bendita e louvada seja a Paixão do Redentor,

Que p’ra nos livrar das culpas, padeceu por nosso amor.

 

Adoramos, Senhor, a vossa Cruz

louvamos e glorificamos a vossa Ressurreição,

pela árvore da Cruz veio a alegria ao mundo inteiro.

Adoramos, Senhor a vossa Cruz.

 

Meu povo que te fiz Eu?

Em que te contristei? Responde-me

 

Lembrai-vos de nós, Senhor,

no vosso Reino. (bis)

 

Jesus Cristo amou-nos

e purificou-nos dos nossos pecados

pelo seu Sangue.

 

O Cordeiro que foi imolado é digno

De receber a honra e a glória. (bis)

 

 

 

 

 


quinta-feira, 25 de março de 2010

Grupo Coral Infantil e Juvenil

Amigos:



Fomos convidados para integrar o Grupo Coral que participará na grande celebração da Vigília Pascal, no dia 3 de Abril, às 22 horas, na nossa comunidade. Esta é uma celebração única, a celebração mais importante de todas, e por isso estamos felizes com este convite e é nosso desejo participar.



Assim, precisamos ensaiar no próximo dia 25 de Março, 5ª feira, pelas 20h30, (já é fim de aulas!), uma vez que deixar o ensaio para a semana seguinte, irá sobrecarregar o Grupo Coral de Adultos, que tem de ensaiar para mais celebrações.



O nosso ensaio e missa de sábado mantêm-se, respectivamente às 17h e 19h, com o convite alargado aos pais e familiares a participarem.



Com um beijinho

Ana Margarida e Marta

segunda-feira, 15 de março de 2010

Peregrinação a Fátima Convite Diocese

 

RENOVAR A FÉ E A MISSÃO

 

1. Venho anunciar um acontecimento jubiloso para o qual convido todos os fiéis da diocese de Santarém: Vamos em peregrinação ao Santuário de Fátima. No domingo 9 de Maio como comunidade diocesana; nos dias 12 e 13 para receber a visita do Santo Padre Bento XVI, pastor da Igreja universal, que vem ao nosso país exortar-nos a redescobrir a sabedoria do cristianismo e a fortalecer a missão de construir a fraternidade e a justiça.

Será uma semana de excepcional riqueza espiritual. A peregrinação é uma experiência de caminho para Deus e de renovação espiritual e social. Na peregrinação o cristão desinstala-se do individualismo, sai das suas comodidades pessoais, abre-se a Deus e procura dar o rumo certo à sua existência. O ambiente e o programa do Santuário de Fátima são um estímulo para crescermos na santidade. A peregrinação revigora a vida interior com a mensagem e a bênção da Virgem Mãe de Deus. No seu exemplo, aprendemos a ser discípulos de Cristo escutando a Palavra de Deus e caminhando na Sua luz.

 

2. A peregrinação diocesana fortalece a unidade e a comunhão dos fiéis. Na variedade de paróquias, movimentos, ministérios, serviços e funções, formamos um só Corpo, um único organismo com muitos membros. A peregrinação diocesana, ao congregar todos os fiéis no Santuário sob a protecção da Mãe de Deus e nossa Mãe, ao valorizar cada uma das paróquias e ao destacar alguns aspectos da riqueza pastoral das várias regiões, contribui para que cada fiel, cada comunidade, movimento ou serviço se integre no Corpo de Cristo, como membro da Igreja una, santa, católica e apostólica que tem a sua referência na diocese. A nossa missão de ser sinal e instrumento de unidade no mundo será mais eficaz se aprendermos a unidade e a fraternidade, se crescemos na união de almas e corações, se agirmos em comunidade como Corpo de Cristo.

 

3. Maria estrela da esperança. Os três pastorinhos, quando viram a Virgem Maria em Fátima, confessaram que Nossa Senhora era mais brilhante que o sol. Jesus Cristo é o sol nascente que ilumina as nossas trevas. Mas, para chegar à luz resplandecente do sol, precisamos de luzes vizinhas, de pessoas próximas que oferecem a luz d’Ele recebida. Quem mais do que Maria pode ser para nós a estrela da esperança? (cf Bento XVI, em “Spe Salvi”, 49). Nossa Senhora ilumina-nos com o exemplo e ensina-nos a acolher a luz da Palavra de Deus como farol que ilumina o nosso caminho. “Felizes os que escutam a Palavra de Deus e a cumprem” disse Jesus para indicar o fundamento da felicidade de Sua Mãe. Com Nossa Senhora aprendamos a escutar com silêncio interior, com atenção da mente, com desejo do coração, com vontade de aprender e pôr em prática a sabedoria de Deus contida na Sagrada Escritura.

 

4. O Santo Padre vem em missão. É sucessor e continuador do apóstolo Pedro a quem Jesus recomendou que confirmasse os seus irmãos na fé e comunicasse a todos os crentes o Espírito Santo, fonte de sabedoria e de renovação do mundo. No ambiente do relativismo e da confusão actual, precisamos verdadeiramente de solidificar a nossa fé e de crescer na sabedoria tão antiga e tão actual do cristianismo. A crise que actualmente nos desanima não é apenas económica e financeira. Preocupa-nos também a avidez do lucro egoísta, a mentira, a fraude, as desigualdades sociais, a violência, a insegurança, as injustiças, a fachada de êxito e muitos outros sintomas que revelam uma profunda crise moral e espiritual. O Santo Padre vem convidar-nos a descobrir o património espiritual que orienta para o amor, o serviço, um estilo de vida mais simples e sóbria. A Igreja, com os bens espirituais e humanos que contem, é uma fonte inesgotável daquelas virtudes de que o mundo actual tanto necessita” (Concílio Vaticano II, GS 43). Deste modo, regressaremos da peregrinação renovados e empenhados na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

 

No domingo 9 de Maio a Eucaristia será celebrada no Santuário e presidida pelo bispo e presbíteros diocesanos. Nas comunidades apenas haverá missas vespertinas.  As paróquias serão identificadas pelo estandarte que hão-de levar.

 

Manifesto desde já o meu reconhecimento a todos os participantes.

Santarém, 13 de Março de 2009

 

Manuel Pelino Domingues, Bispo de Santarém