sábado, 1 de maio de 2010


 Conselho Pastoral Vicarial


(Santarém-Sul)


 


30
de Abril de 2010


 


Na sequência deste documento class="normal____char__Char">(instrumento de trabalho) venho convocar os membros do Conselho
Pastoral Vicarial para reunir no dia 10 de Maio (segunda feira) de 2010, pelas
21h15 no Centro Pastoral do Cartaxo.


Os nossos  representantes
no conselho Pastoral Diocesano terão reunião dia 29 de Maio e precisam
de levar os resultados deste trabalho. Peço que reflictam desde já
sobre este documento para ser mais frutuoso o resultado do  encontro
no próximo dia 10.


Agradeço o esforço e aguardo
a vossa presença.


 


Padre
Vítor


(Vigário
adjunto)



 


INSTRUMENTO DE TRABALHO


PARA O CONSELHO PASTORAL DIOCESANO




A Beleza do Amor que Salva que pode ser consultado no lado esquerdo do Blogue.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

CIJ Actividades para próximo dia 1 de Maio

Coralistas e Pais:

Em conjunto aceitámos cantar num casamento sem missa no próximo sábado, dia 1 de Maio.
Rectifico a hora: 11h o inicio do casamento. Encontro na Igreja às 10h15. Devem levar a túnica e calça azul.

De tarde, teremos ensaio (17H) e Crisma (19H) dos nossos colegas coralistas, Ana Raquel, Maria Antónia e Rodrigo.
É imprescindível a presença de todos!

Peço, por favor, que respondam ao meu e-mail a confirmar ou não a vossa presença em ambas as actividades.
Não tenho obtido respostas da maioria!

Fico a aguardar
Marta Cruz


 





INSTRUMENTO DE TRABALHO PARA O CONSELHO PASTORAL DIOCESANO


29 DE MAIO DE 2010


CRISTO, A BELEZA DO AMOR
QUE SALVA


 “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos
anjos, se não tiver amor sou como bronze que ressoa” (1 Cor 13,1)


1.Opção fundamental do cristão class="Normal__Char">. Jesus Cristo é como
o sol nascente que dissipa as trevas do mal. A sua luz ilumina o mistério
de Deus e o mistério do homem, orienta-nos no caminho da vida, abre-nos
à esperança e à confiança no futuro. No ano pastoral de 2009 2010
aprofundámos o testemunho da fé dos cristãos, chamados a ser luz
do mundo, referências da rectidão, da bondade e da fraternidade.


Para o ano de 2010 2011 vamos continuar a aprofundar o significado
e os efeitos da fé em Jesus Cristo para a vivermos com alegria e a
testemunharmos com credibilidade. A grande novidade de Cristo, manifestada
na sua entrega por nós e na sua Ressurreição, é o testemunho do
amor que salva. Aquele que acredita e vive em Cristo aprende a amar
e a perdoar, a servir e a dar a vida. O amor que Cristo nos consagrou
é mais forte do que o mal. Por isso, quem tem fé vence o mundo, torna-se
nova criatura e fermento de um mundo novo. Num ambiente de grande relativismo
moral e de forte egoísmo, de confusão e de deformação acerca do
significado da fé e da missão da Igreja, precisamos de estar seguros
acerca da identidade do cristianismo e do contributo que somos chamados
a prestar para renovar (salvar) o mundo.
Como o apóstolo
Paulo, o cristão, nas várias circunstâncias da vida, é testemunha
do amor de Cristo por todos.


“Nós cremos no amor que
Deus nos tem”- deste modo pode o cristão exprimir a opção fundamental
da sua vida
(Bento XVI, Deus Caritas Est, Deus é amor (DCE),
1).
Ser
cristão é viver a convicção de que Deus nos ama.

São João esclarece-nos o acontecimento fundamental em que vemos o
grande amor que Deus nos tem.
“Deus de tal modo amou o mundo que Lhe entregou
o Seu Filho único para que todo o que n’ Ele crer (…)tenha a vida
eterna” (Jo 3,16).


 Praticar a fé cristã é esforçar-se por amar e por servir:
Deus é amor e quem permanece no amor permanece em Deus….” Este
é o centro da fé, a imagem de Deus e a consequente imagem do homem
e do seu caminho” (DCE 1)
Testemunhar a luz da fé, falar de
Deus é testemunhar o amor.


Este é o testemunho mais fiel, mais eloquente e mais credível da
fé no mundo agnóstico e com suspeitas sobre o cristianismo. Todos
anseiam pelo amor verdadeiro e pela beleza perfeita. Onde poderemos
encontrá-los? Dostoievsky, na sua sensibilidade profunda, disse-o em
palavras simples:
“Cristo é a única beleza que salva o mundo”.


 


2. Falta amor à vida class="Normal__Char">. Sem amor ninguém
pode viver. O que o mundo mais precisa é de quem ame. Um hino litúrgico
da quaresma, ao referir várias manifestações da “
fúria do pecado sobre a terra”, conclui
com a mais gritante e o resumo de todas as outras
: “ o amor faltando à vida”. Reina,
de facto, um egoísmo cego que fecha as pessoas na consideração exclusiva
e feroz do seu bem individual; a comunicação social tende a fazer
do mal um espectáculo a que as pessoas assistem passivamente; fazem-se
acusações e atiraram-se pedras de forma leviana e, muitas vezes, injusta;
a informação manipula a verdade; as notícias destacam os escândalos
e o que há de pior na humanidade; banaliza-se o mal e perde-se o sentido
de pecado. Há um empobrecimento humano, um vazio, um desencanto sobre
o progresso moral.


Vede que amor tão grande o Pai
nos concedeu, a ponto de nos podermos chamar filhos de Deus; e, realmente,
o somos! É por isso que o mundo não nos conhece, uma vez que o não
conheceu a Ele.” (1 Jo 3,1).
De facto, quem não conhece Deus não compreende
esta identidade profunda do cristão.
Acerca do cristianismo e da Igreja, apresentam-se frequentemente caricaturas,
deturpações e generalizações negativas. Vem ao de cima o anticlericalismo
e o anti-cristianismo que apenas realçam e avolumam as faltas dos crentes
e repetem sempre os mesmos argumentos. São como os acusadores da mulher
adúltera, referidos no evangelho, com pedras na mão à espera de um
“bode expiatório”. Num ambiente de relativismo moral e de dependência
do politicamente correcto, notamos como a Igreja incomoda pela sua liberdade
e pela defesa firme dos valores humanos do evangelho que são fundamentais
à civilização e ao futuro da humanidade, como o matrimónio estável
entre homem e mulher, o respeito pela vida humana desde o seu início
até ao fim, a verdade, a justiça, a igualdade e a fraternidade.


Se prestarmos atenção à realidade e não nos deixarmos guiar pelo
sensacionalismo da comunicação social, descobrimos também, na Igreja
e na sociedade, muitos gestos admiráveis de amor verdadeiro, muitas
vidas entregues sacrificadamente ao serviço do próximo, muita gente
que se esforça por ser fiel, por vencer o egoísmo, por levar uma vida
digna e recta: sacerdotes entregues totalmente à sua missão; leigos
generosos dedicados às actividades pastorais; muita gente com sentido
de serviço; muitos voluntários que colaboram gratuitamente em actividades
sociais e culturais; famílias unidas no amor; profissionais competentes
e honestos; gente boa com gosto de ajudar e em quem podemos confiar.
As pessoas que vivem com rectidão são as verdadeiras estrelas da humanidade
pois ensinam a bondade, o serviço aos outros, a responsabilidade pelo
bem comum. São luzes de esperança que nos ajudam a acreditar em Deus
e a acreditar na bondade que há no coração humano. São importantes
para compreendermos e acreditarmos em Deus e no homem.


Todos somos chamados e todos podemos colaborar no testemunho do amor,
na construção da justiça, da reconciliação e da fraternidade. Testemunhar
o amor é cultivar a alegria e semeá-la. Como disse o Senhor, há mais
alegria em dar do que em receber.


 


Questões para diálogo:


Em que nota que o amor falta
à vida? Vê oportunidade nesta proposta pastoral para o próximo
ano? Porquê? Que experiências e gestos significativos de amor verdadeiro
verifica no seu ambiente?


 


3. Construir a civilização do amor


O amor que Jesus testemunhou liberta das alienações, promove a dignidade,
confere graça e encanto à vida. Deste modo, apresenta Ele, na sua
aldeia de Nazaré, a missão que vem realizar: “
O Espírito do Senhor está sobre mim, porque
me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres, enviou-me a proclamar
a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista, a
mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar o ano da graça do Senhor”
(Lc 4, 18-19).


A missão da Igreja tem como origem e modelo a missão que Jesus recebeu
do Pai e, como garantia de eficácia, o dom do Espírito Santo que infunde
nos nossos corações o amor e a alegria:
“Como o Pai Me enviou também eu vos envio a
vós (…) Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão
perdoados” (Jo 20, 21-22).
O amor mostra-se no perdão, cura
as feridas da vida, recria o homem. O amor é mais forte do que a capacidade
de destruição humana. Como diz a Sagrada Escritura, o amor é mais
forte do que a morte.


O que é amar? “O termo amor tornou-se hoje uma das palavras
mais usadas e mesmo abusadas, à qual associamos significados completamente
diferentes” (DCE 2).
Entendemos o amor segundo a concepção
bíblica, manifestado de forma plena na entrega de Cristo por nós.
São Paulo apresenta-nos, no hino da caridade da Carta aos Coríntios,
a originalidade do amor cristão que o Espírito Santo infunde nos discípulos
de Cristo. (1Cor 13). O amor é o maior dom que devemos procurar, pedir
e cultivar. Contudo, esclarece São Paulo, o amor cristão não é possessivo,
não se preocupa só com o bem individual, não chama a atenção para
si próprio, mas esquece-se de si mesmo para servir com paciência,
bondade e humildade.


Questões para diálogo:


Que confusões verifica sobre
o amor? Como caracteriza a originalidade do amor cristão (ler 1 Cor
13, 1-8)? Que contributo somos chamados a dar para renovar o mundo?


 


4. O amor segredo da comunhão
eclesial.


Nascida do amor do Pai, da entrega de Jesus o Filho e da acção do
Espírito Santo, a Igreja apresenta-se desde as origens como uma comunidade
exemplar, unida no amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Os primeiros
crentes viviam como se tivessem um só coração e uma só alma. Este
testemunho conduzia ao aumento dos que entravam no caminho da salvação
(Cf Act 2, 42-47).


Questões class="Normal__Char"> para diálogo:


Como vencer o individualismo
e as divisões que empobrecem a vida e o testemunho cristão? Como crescer
na comunhão eclesial? (A nível dos grupos face à comunidade; das
capelas em relação à paróquia; das paróquias em relação à vigararia
e à diocese; dos crentes em relação ao Corpo eclesial). Que passos
podemos dar para progredir na pastoral de conjunto (na partilha de responsabilidades
e de recursos pastorais)?


 


5.Formação cristã, aprender
a amar


Uma das deficiências do nosso cristianismo tradicional é a ignorância.
Os nossos fiéis em geral não estão preparados para dar razões da
fé perante um mundo hostil à Igreja. Experimentam grandes dificuldades
em transmitir a fé aos filhos. A catequese de infância e adolescência
parece não dar frutos convincentes. Precisamos de encontrar um novo
paradigma de formação de adultos, jovens e crianças.


O objectivo da formação é manifestar em nós a imagem de Cristo: class="Normal__Char">“Deus
predestinou-nos para sermos conformes à imagem de Seu Filho” (Rm
8, 29).
Jesus é Aquele que se entregou por nós, Aquele que
nos ama. Revestir a sua imagem é aprender a amar como Ele ama. Deste
modo, o objectivo de fundo de toda a formação cristã é aprender
a amar no amor de Cristo.


A formação cristã consiste, portanto, em aprender a ser discípulo
de Cristo, a escutar a sua palavra, a seguir o seu caminho. Não se
alcança apenas com a aquisição de conhecimentos mas com a exercitação
da prática do evangelho. Ou seja, deve orientar-se pela pedagogia catecumenal
e não pela pedagogia escolar (Cf “Celebrar os sacramentos na fé
da Igreja, cap III).


Questões para diálogo:


Como caracteriza a formação
na perspectiva catecumenal? Que meios temos ao nosso alcance para apoiar
a formação permanente? Quais os frutos da “lectio divina”? Como
escolher e preparar animadores leigos para a formação cristã?













Peregrinação Diocesana a Fátima