sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Introdução às Leituras da Missa do I Domingo da Quaresma

Leitura I

No tempo da Quaresma, a primeira leitura “ refere-se à história da salvação, que é um dos objectivos próprios da catequese quaresmal”. Nela “ «se apresentam os principais elementos daquela história desde o princípio até à promessa na Nova aliança”.

Leitura II

A leitura põe em contraste Adão e Cristo. Ambos são o princípio de uma humanidade nova. Mas, se a falta cometida por um só, Adão, se faz sentir abundantemente em todos os homens para sua perdição, a graça e o perdão trazidos por um só, Jesus Cristo, fazem sentir-se mais abundantemente ainda e levam à justificação.

Evangelho

As tentações de Jesus resumem as tentações de todo o homem. Ao contrário de Adão, Jesus rejeita a tentação, fixando-Se no Pai e na sua palavra. Resistir ao mal, morrer para o pecado, firmando-se na palavra de Deus, é o primeiro passo para participar na Páscoa de Jesus. Quem deseja caminhar para a comunhão com Deus na Páscoa de Jesus, não pode deixar-se encantar, nesse caminho, com as tentações que o Inimigo lhe apresentará.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O Crucifixo de São Damião


O Crucifixo de São Damião foi pintado no século XII por um desconhecido artista da Úmbria, região da Itália. A pintura é de estilo romântico, sob clara influência oriental: o pedestal sobre o qual estão os pés de Cristo pregados separadamente; e de influência siríaca: a barba de Cristo; a face circundada pelo emoldurado dos cabelos; a presença dos anjos e cruz com a longa haste segurada na mão, por Cristo (só visível na pintura original), no alto, encimando a cruz.

O Crucifixo original de São Damião está guardado com grande zelo pelas irmãs Clarissas, na Basílica de Santa Clara de Assis, e é visitado por estudiosos, devotos e turistas do mundo todo. É um monumento histórico franciscano e universal.

Outros dados:

Sem o pedestal, o Crucifixo original mede dois metros e dez centímetros de altura e um metro e trinta centímetros de largura.

A pintura foi feita em tela tosca, colada sobre madeira de nogueira.

Naquele tempo, nas pequenas igrejas, o Santíssimo não era conservado, isto é, a Eucaristia não era guardada mas, consumida no dia. Por isso, supõe-se que Crucifixo foi pendurado no ábside sobre o altar da capela, no centro da Igreja.

Provavelmente o Crucifixo permaneceu na Igreja de São Damião até que as Irmãs Pobres, em 1257, o levaram consigo à nova Basílica de Santa Clara. Guardaram-no no interior do coro monástico por diversos séculos. No ano de 1938, a artista Rosária Alliano restaurou o Crucifixo com grande perícia, protegendo-o inclusive contra qualquer deterioração.

Desde 1958 ele está sobre o altar, ao lado da capela do Santíssimo, na Basílica de Santa Clara, protegido por vidro.

Descrição detalhada da pintura

Descobre-se, à primeira vista, a figura central do Cristo, que domina o quadro pela sua imponente dimensão e pela luz que sua esplêndida e branca figura difunde sobre todas as pessoas que o circundam e que estão todas vivamente voltadas para Ele. Esta luz vivificante que brota do interior de sua Pessoa (Jo, 8,12) fica ainda mais destacada pelas fortes cores, especialmente o vermelho e o preto.

Também impressiona este Cristo ereto sobre a cruz e não pendurado nela, com os olhos abertos, olhando o mundo.
Apresenta ainda uma auréola de glória com a cruz triunfante oriental em vez de uma coroa de espinhos, porque tornou-se vitorioso na paixão e na morte.

Aparecem os sinais de crucificação e as feridas sangrentas mas o sangue redentor se derrama sobre os anjos e santos (sangue das mãos e dos pés) e sobre São João (sangue do lado direito).
Cristo se apresenta vivo, ressuscitado (Jo 12,32), de pé sobre o sepulcro vazio e aberto (indicado pela cor preta), visível por trás. Com as mãos estendidas, Cristo está para subir ao céu (Jo 12,32).
A inscrição acima da cabeça de Cristo, "Jesus Nazarenus Rex Judaeorum" Jesus Nazareno Rei dos Judeus é também própria do Evangelho de João.

Sobre a inscrição, está a ascensão em forma dinâmica, na figura do Cristo ascendente, com o troféu da cruz gloriosa na mão esquerda (só visível na pintura original) e com a mão direita para a mão do Pai, no céu.

Do alto, a mão direita do Pai acolhe o seu Filho, circundado dos anjos (e santos) na glória celeste.

As cores vermelha e púrpura são símbolos do divino; o verde e o azul, do terrestre. Para "ver" bem o conjunto da pintura, deve-se realmente parar diante do Crucifixo pois, ordinariamente, olha-se a imagem somente, de longe, como "turistas".

À direita do corpo de Cristo, aparecem as figuras de Maria e João, intimamente unidas, enquanto Maria indica o discípulo predileto com a mão direita (Jo 19,26). À esquerda, estão as duas mulheres, Maria Madalena e Maria de Cléofas, primeiras testemunhas da ressurreição (Jo 19,25).

E, embora Maria, à direita e Maria Madalena, à esquerda, ergam a mão direita no rosto em sinal de dor, nenhuma das outras pessoas próximas, manifesta expressão de sofrimento profundo mas uma adesão cheia de fé ao Cristo vitorioso, Salvador.

À direita das duas mulheres vê-se o centurião com a mão erguida, olhando para o Crucifixo. Com esse gesto está a dizer: "Verdadeiramente este é o Filho de Deus".

Sobre os ombros do centurião aparece a cabeça de uma pessoa em miniatura, cuja identidade se discute: poderia ser o filho do centurião, curado por Jesus (Jo 4,50) ou um representante da multidão ou ainda, o autor desconhecido da pintura.

Aos pés de Maria e do centurião, vê-se o soldado chamado Longino que, pela tradição, com a lança trespassa o lado de Jesus e, o portador da esponja, chamado de Estepatão, segundo a tradição (Jo 19,29). Ambos estão voltados para o Crucifixo.

Debaixo das mãos de Jesus, à direita e à esquerda, encontram-se dois anjos com as mãos erguidas, em intenso colóquio. Parecem anunciar a ressurreição e ascensão do Senhor.

As duas pessoas, à extrema direita e esquerda, parecem anjos ou talvez mulheres que acorrem ao sepulcro vazio.

Aos pés de Jesus a pintura original encontra-se muito deteriorada. É provável que seja: São Damião, São Rufino, São João Batista, São Pedro e São Paulo. Acima da cabeça de São Pedro, está a figura do galo (só visível na pintura original), a lembrar a negação de Pedro a Cristo (Jo 13,38; 18, 15-27).

As pessoas aos pés de Jesus têm a cabeça erguida para o alto, expressando a espera do retorno glorioso do Senhor, no juízo.
Deste Crucifixo descrito em detalhes, Francisco teve uma inspiração "decisiva" para a sua vida, diz Caetano Esser. Passamos a descrevê-la porque é deste fato que se originou a admiração que hoje temos ao Crucifixo de São Damião.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Cânticos IV Domingo do Tempo Comum

ENTRADA
Salvai-nos, Senhor, nosso Deus,
reuni-nos de todas as nações.
Para dar graças, para dar graças ao vosso nome santo e nos alegrarmos no vosso louvor.

SALMO
Felizes os pobre que o são no seu íntimo, porque deles é o reino dos céus.

APRESENTAÇÃO DE DONS
Felizes os puros de coração porque verão a Deus.

COMUNHÃO
Felizes os pobres que o são no seu íntimo, porque deles é o reino dos céus, porque deles é o reino dos céus.

PÓS COMUNHÃO
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

FINAL
Cantai, cantai alegremente ao Senhor nosso Deus.

Introdução às Leituras da Missa da Apresentação do Senhor

Leitura I

Em Jesus, que, aos quarenta dias de nascido, é apresentado no templo nos braços de sua Mãe santíssima, cumpre-se plenamente a profecia desta leitura. E a sua apresentação hoje no templo anuncia desde já o seu gesto sacerdotal supremo, um dia, na cruz, oblação essa plenamente agradável ao Senhor e que purifica o mundo do pecado.

Leitura II

Jesus é Sacerdote por Se ter feito um de nós, igual a nós em tudo excepto no pecado. Por isso, ele pode oferecer-Se como sacrifício de expiação pelos pecados de todos os homens, e assim entrar no Santuário do Céu, à frente do povo que resgatou com o seu Sangue.

Evangelho

A apresentação é a Epifania do quadragésimo dia após o Natal. Ela é também o Encontro, como lhe chama a Igreja do Oriente, da Igreja como seu Esposo celeste, figurado no encontro de Simeão e Ana com o Senhor. O Missal Romano usa igualmente a palavra “Encontro” a propósito desta festa na monição da entrada, no prefácio e na oração depois da comunhão; é uma perspectiva comum a toda a Igreja.